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24/07/2019
27/04/2019
Participação no Concurso Nacional de Leitura 2019-Fase Metropolitana do Concurso Nacional de Leitura
A 13.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) decorreu entre o dia 3 de outubro de 2018, data oficial de abertura, e o dia 25 de maio de 2019, dia da grande final, em Braga.
O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular o gosto e os hábitos de leitura e melhorar a compreensão leitora. A iniciativa tem como destinatários alunos dos 1.º,2.º, 3.º ciclos do ensino básico e alunos do ensino secundário.
Pela primeira vez na história do CNL a fase intermunicipal será realizada na Maia, recebendo 193 participantes de 17 concelhos. O nosso Agrupamento teve o privilégio de ter uma representante neste grande evento.Todos os alunos estão de parabéns e esta nossa aluna também...
21/04/2019
26/03/2019
A Mostra está aí...
Sísifo
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga TORGA, M., Diário XIII.
22/03/2019
Participação dos alunos da Escola Básica da Ramada || POESIA LIVRE
“DA POESIA DA NATUREZA À NATUREZA DA POESIA” É O MOTE DA EDIÇÃO DESTE ANO, A ESCOLA DA RAMADA NÃO ESTEVE INDIFERENTE
21/03/2019
Dia Mundial da Poesia ( 21 de março 2019) | POESIA LIVRE
As Bibliotecas Escolares AETP, associando-se ao evento “Poesia Livre” de Santo Tirso, convidam toda a comunidade educativa a fruírem alguns poemas da Antologia organizada por António Sousa e Manuela Dinis.
Neste dia Mundial da Poesia, celebrem com alegria e entusiasmo a Poesia!
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre flores?
Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.
Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folgas a abelhinha para,
Ora nos ares sussurrando gira:
Que alegre campo! Que a manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se não te vira
Mais tristeza que a morte me causara.
Bocage, in ‘Líricas e Sátiras’
PASTORAL
Não há, não,
duas folhas iguais em toda
a criação.
Ou nervura a menos, ou
célula a mais,
não há, de certeza, duas
folhas iguais.
Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
bainha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.
Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.
Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.
Umas vão e caem no charco
cinzento,
e lançam apelos nas ondas
que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.
Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.
É dessas que eu sou.
António Gedeão, in ‘Obra Completa’
Os Paraísos Artificiais
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.
Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas
para desenraizar as árvores
O cântico das aves — não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.
Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.
A minha terra não é inefável.
A vida na minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.
Jorge de Sena, in ‘Pedra Filosofal’
19/03/2019
Marisa Pedrosa no Auditório da ES Tomaz Pelayo

Marisa Pedrosa
Educadora, professora bibliotecária, biblioterapeuta. Dinamizadora de workshops de Biblioterapia em Encontros da Rede de Bibliotecas Escolares. Participou numa comunicação conjunta nos encontros BAD – Fundação Calouste Gulbenkian e no Simpósio de Estudos Portugueses – Universidade de Macau.
É também coach e uma utilizadora/exploradora do potencial das redes sociais, youtuber e criadora do grupo de coaching no facebook: Liderança Pessoal- rumo à nossa melhor versão.
Assume-se como contadora de histórias para crianças, jovens e para um público mais adulto. Acredita no poder da palavra e da beleza para catarse das nossas múltiplas contradições. Nas matrioskas infinitas que somos cada um de nós, há sempre mais uma para (re)descobrir.
Este livro “Frágil: Abrir delicadamente” quer envolver-nos na beleza da linguagem poética de mãos dadas com o universo digital que tanto nos chama.
Ser herói é um trabalho duro. Exige esforço, entrega, persistência. Cada um de nós é herói quando luta e torna a vida melhor.
Para atingir o estatuto de herói basta ser real, verdadeiramente humano...enfrentar medos, travar batalhas diárias e, cada dia, surgir mais forte, mais determinado... perceber que há heróis todos os dias no nosso caminho...E valorizar, valorizar sempre.
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