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05/02/2013
22/01/2013
POETA DO MÊS: JOSÉ LUÍS PEIXOTO
A poesia anda na Escola
José Luís
Peixoto nasceu a 4 de Setembro de 1974 em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em
Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de
Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias
traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades
nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com
o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos
melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007, tendo também sido
incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias
norte-americanas Barnes & Noble. O seu romance Cemitério de Pianos
recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, atribuído ao melhor romance
estrangeiro publicado em Espanha em 2007. Em 2008, recebeu o Prémio de Poesia
Daniel Faria com o livro Gaveta de Papéis. Os seus romances estão
publicados na Finlândia, Holanda, no Brasil, nos Estados Unidos, entre outros
países, estando traduzidos num total de vinte idiomas.
Obras Publicadas
Ficção
- 2000 - Morreste-me
- 2000 - Nenhum Olhar
- 2002 - Uma Casa na Escuridão
- 2003 - Antídoto
- 2006 - Minto Até ao Dizer que Minto
(distribuído apenas com a revista Visão)
- 2006 - Cemitério de Pianos
- 2007 - Hoje Não (distribuído apenas com a revista Sábado)
- 2007 - Cal
- 2010 - Livro
- 2011 - Abraço
Poesia
Literatura de Viagem
- 2012 - Dentro do Segredo- Uma viagem na Coreia do
Norte
Obras de teatro
- 2006 - Anathema Estreada no Theatre de la Bastille em Paris.
- 2007 - À Manhã Estreada
no Teatro São Luiz em Lisboa.
- 2007 - Quando o Inverno Chegar Estreada no Teatro São Luiz em Lisboa.
- 2013 –
adaptação para teatro de Morreste-me
Textos para músicas
- 2007 - Negócios Estrangeiros, para Da Weasel
- 2008 - O Velório de Cláudio ou a Representação Bufa de Personagens Históricas
- 2008 - Orfeu ed Eurídice (adaptação)
Escreveu textos para os grupos A Naifa, Quinta do Bill, Mísia, Joana
Amendoeira, Jorge Palma e para o projeto Balla, de Armando Teixeira.
13/12/2012
O encontro com o escritor João Moura, no dia 20 de Novembro, turmas 12ºE1-2 e 10ºE1.
No dia 20 do passado mês de novembro,
na aula de Português, fomos assistir à apresentação do livro “Nos destroços de
um naufrágio” de João Moura, no auditório da nossa Biblioteca.
O mesmo vinha acompanhado por dois grandes amigos já do tempo do liceu,
nomeadamente, Simão Fonseca, crítico de Literatura, Música e Cinema, e Pedro
Torrinha, Economista. Vários alunos do 10º e 12º anos dos cursos de Ciências
Socioeconómicas e de Línguas e Humanidades leram poemas do seu livro,
escolhidos e preparados na aula de Português das respetivas turmas. João Moura
ficou agradavelmente surpreendido com tal receção. De seguida, falou um pouco
do seu livro e também do seu percurso literário. Aproveitou para nos mostrar
alguns vídeos ilustrativos de alguns poemas, que não se encontram neste livro.
Alguns alunos colocaram algumas questões/curiosidades, às quais o autor tentou
responder da melhor forma com a ajuda dos amigos que o acompanhavam.
Por fim, houve a habitual sessão de autógrafos e venda do livro.
03/12/2012
22/11/2012
O Poeta do mês: Manuel António Pina
A poesia anda na Escola
Manuel António Pina nasceu, em Sabugal, a 18 de novembro de 1943 e
faleceu, no Porto, a 19 de outubro de 2012.
Foi jornalista e escritor, premiado em 2011 com o Prémio Camões.
Licenciou-se em Direito
na Faculdade de Direito
da Universidade de Coimbra e foi jornalista
do Jornal de Notícias durante três décadas,
tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
No dia em que completaria 69 anos de idade, o JN
recorda e homenageia o jornalista português mais premiado de sempre (como
escritor e cronista):
“Em 1971, no mesmo ano em que se torna jornalista
profissional, MAP publica quatro poemas. São editados em "O armário",
publicação feita em estêncil, com João Botelho e Manuel Resende. É também a
poesia que lhe dá o primeiro dos dez prémios que recebeu. Em 1978. Depois,
obteve mais três prémios específicos: em 2002, 2004 e 2005.
Pode dizer-se que MAP pensava em poesia, construindo a
cidadania numa constante problematização dos processos da linguagem. A
consagração máxima obtida com o Prémio Camões, em 2011, expressa esta dimensão,
convergente no escritor e no jornalista.
O Prémio Camões 2011 assinala o "percurso
coerente" de MAP, apesar de ser "a coisa mais inesperada que eu
poderia esperar" (como disse na altura). Para a atribuição da maior
consagração literária em língua portuguesa, o júri teve em consideração "a
originalidade e diversidade do conjunto da obra premiada". Fora de
dúvidas: foi uma unanimidade sem equívocos.
Tornou-se no jornalista português mais premiado de
sempre (como escritor e cronista).
Pela sua obra poética, recebeu três prémios
específicos, em vida. Mas, a poesia é para MAP muito mais do que prémios. É a
casa, ou seja, "um sítio onde pousar a cabeça".”
JN – 18 de novembro de 2012
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na
literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de
teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao
cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra se difundiu em países como França (francês
e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca,
Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
A 9 de Junho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Carta a Mário Cesariny No Dia Da Sua Morte
Hoje soube-se uma coisa
extraordinária,
que morreste. Talvez já to tenham
dito,
embora o caso verdadeiramente não
te diga respeito, e seja assunto
nossos (sic), vivo.
Algo, de facto, deve ter acontecido
porque nada acontece, a não ser o
costume,
amor e estrume; quanto ao resto
tudo prossegue de acordo com o
Plano.
Há apenas agora um buraco aqui,
não sei onde, uma espécie de
falta de alguma coisa insolente e
amável,
de qualquer modo, aliás, altamente
improvável.
Depois, de gato para baixo, mortos
(lembrei-me disto de repente
agora que voltaste malevolamente a
ti)
estamos todos. A gente vê-se um dia
destes por Aí.
Manuel António Pina
Completas
A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.
E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.
Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.
Manuel António Pina, in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”
A um Jovem Poeta
Procura a rosa.
Onde ela estiver
estás tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante de uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.
Manuel António Pina, in "Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança"
A um Homem do Passado
Estes são os tempos futuros que temia
o teu coração que mirrou sob pedras,
que podes recear agora tão fundo,
onde não chegam as aflições nem as palavras duras?
Desceste em andamento; afinal era
tudo tão inevitável como o resto.
Viraste-te para o outro lado e sumiram-se
da tua vista os bons e os maus momentos.
Tu ainda tinhas essa porta à mão.
(Aposto que a passaste com uma vénia desdenhosa.)
Agora já não é possível morrer ou,
pelo menos, já não chega fechar os olhos.
Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"
O Medo
Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.
É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.
Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?
Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"
A Poesia Vai Acabar
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
Algumas Coisas
A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.
Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.
O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.
Manuel António Pina, in "Aquele que Quer Morrer"
Aos Filhos
Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!
Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a Cabeça"
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde
Saudade da prosa
Poesia, saudade da
prosa;escrevia "tu", escrevia "rosa";
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou o que sabia.
E se regressava
pelo mesmo caminho
não encontrava
senão palavras
e lugares vazios:
símbolos, metáforas,
o rio não era o rio
nem corria e a própria morte
era um problema de estilo.
Onde é que eu já lera
o que sentia, até a
minha alheia melancolia?
Manuel António Pina, in "Nenhuma Palavra e Nenhuma
Lembrança"
08/11/2012
Outubro, foi o "Mês Internacional das Bibliotecas Escolares"
Foram várias as atividades promovidas pela BE. Aqui vão algumas relatadas pelos próprios alunos, relacionadas com a formação de utilizadores e as literacias:
No dia 19 de
outubro, durante a aula de Português, fomos à descoberta da Biblioteca Escolar
para sabermos como funciona. Fomos com a professora Fernanda Silva e, quando lá
chegamos, o Coordenador da Biblioteca, o professor Daciano, recebeu-nos de
forma acolhedora.
Para começar,
o nosso «guia» fez uma breve apresentação do funcionamento e do regulamento
daquele espaço, levando-nos a interagir nessa apresentação.
Seguidamente,
fomos visitar os diferentes locais da Biblioteca, como por exemplo, a zona
multimédia, a de leitura formal, a de leitura informal, a de trabalho de grupo
e, por fim, o auditório onde nos foi proposto que visitássemos virtualmente
aquela valência da escola, através do seu blogue, do Facebook e do Twitter para
conhecermos as suas novidades.
Para terminar
a visita, fomos dar uma «espreitadela» ao arquivo porque queríamos ver as relíquias
que lá se encontravam.
Foi uma visita
interessante e agradável que provocou em nós vontade de conhecer melhor a nossa
Biblioteca e de sermos frequentadores assíduos.
Texto
elaborado pelos alunos do 7º C com colaboração da Professora Fernanda Silva
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